Há uma linha muito tênue, um fator extremamente delicado e sensível entre aquilo que a gente pode chamar de antecipação exagerada de problemas e efetivamente o mapeamento dos riscos que são potenciais a respeito de determinada decisão, de uma determinada situação. Em alguns casos a gente acaba se perdendo imaginando muitas coisas e não consegue organizar essa linha de raciocínio. É justamente por isso que a compreensão do significado de uma matriz de risco pode auxiliar o profissional a não elevar o nível de estresse tanto próprio quanto da sua equipe pela antecipação exagerada de problemas que ainda não ocorreram.

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Pensar
O princípio de uma matriz de risco é inicialmente você levantar todas as formas possíveis de problemas que podem acontecer no futuro. Somente esse exercício já é válido porque estabelece para o profissional uma espécie de organização de raciocínio. A pessoa se obriga a pensar um pouquinho e evita que um problema venha se sobrepondo a outro, e outro, e de repente a pessoa se perde achando que as situações são muito mais complicadas do que realmente são. Ao elaborar uma matriz de risco é necessário que se faça esse levantamento e depois é necessário que se determine duas variáveis. Para isso você pode estabelecer uma escala de um a cinco.

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Probabilidade
De um lado você coloca qual o grau de probabilidade, ou seja, qual a chance de que isso aconteça de verdade na sua vida, e depois estabelece qual o dano potencial que cada problema pode gerar no futuro. Às vezes a gente percebe que determinados problemas têm até uma baixíssima probabilidade de acontecer e eles ainda têm um pequeno potencial de dano fazendo com que a gente conclua que se trata de um risco aceitável. Logo, ter esse dano absorvido não será problema caso ele realmente aconteça. Resumindo, o simples fato de estruturar os potenciais riscos já pode ser o suficiente para acalmar não apenas o profissional, mas também toda a sua equipe. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

Luciano Salamacha