Fazer uma recomendação, antes de qualquer coisa, é um ato, é um exercício de autoridade, ou seja, quem dá uma recomendação de alguma maneira conhece o suficiente sobre aquele assunto. Caso contrário não é alguém que faz uma recomendação, é um palpiteiro. Porém, às vezes uma pessoa não tem noção do grau de autoridade que exerce sobre a outra parte. Às vezes não quer nem aceitar que a outra parte quase que tem uma idolatria por esse que recomenda e sem mesmo perceber acaba não fazendo apenas uma recomendação e sim quase dando uma ordem para a outra pessoa.

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Posição
Quando uma recomendação é entendida como uma ordem, há também um erro na outra parte que é ela tentar se livrar da responsabilidade, praticamente abrir mão do livre arbítrio e colocar que todas as decisões tomadas são de responsabilidade de quem fez a recomendação e não daquele que as recebeu. Lembre-se que recomendação é com grande intensidade juntos darmos uma espécie de ordenamento, uma espécie de confiança sobre uma linha de raciocínio. Assim, quem dá a recomendação deve tomar cuidado para verificar se a sua posição naquela relação com a outra parte é quase como uma autoridade absoluta. É quase como um guru, que faz com que a pessoa simplesmente deixe de criticar a linha de raciocínio e aceite como se fosse uma ordem.

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Verificar
De outro lado, é importante também que quem dá a recomendação conduza o processo alertando o tempo inteiro que a decisão final é daquele que recebe e não daquele que emite a recomendação. Resumindo, tome cuidado para verificar que tipo de autoridade você tem perante a parte para a qual você emite a sua recomendação. Tente, o tempo todo alertar que uma recomendação não é uma ordem e muito menos uma isenção de responsabilidade daquele que irá agir dali para frente. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

Luciano Salamacha