Todo mundo confunde e entende como sinônimo da palavra recomendação a palavra conselho, que é uma reflexão, uma análise que te oferecem. Já uma recomendação é uma palavra tão forte, porém pouco compreendida no mundo corporativo. Vamos então entender a origem da palavra recomendação: a palavra começa com “re” que significa intensidade, depois ela diz comandar – “co”, significa junto. Então, com grande intensidade juntos mandarem, e mandar é confiar a alguém.

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Choque
Logo, o que se diz numa recomendação é que com grande intensidade, juntos devemos confiar a alguém uma linha de raciocínio que consideramos correta. E esse é o ponto, é a chave para responder a pergunta de hoje – como saber se devo ou não seguir as recomendações que recebo? Simples, entendendo se a linha de raciocínio que está sendo apresentada encontra a lógica dentro do seu modelo mental, dentro dos seus pensamentos, dentro da sua escala de valores. Às vezes nos temos dificuldade de avaliar uma recomendação porque essa recomendação choca, literalmente viola a nossa escala de valores, quando na verdade essa recomendação por si só já traz a própria resposta.

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Desconforto
Se eu não estou me sentindo bem porque isso viola tudo aquilo que eu acredito, devo apenas passar numa peneira: toda essa recomendação viola a minha escala de valores ou apenas me gera desconforto porque é uma linha de raciocínio que até hoje eu não utilizei? Se a resposta for sim, viola a minha escala de valores, é preciso você entender que está chegando num ponto delicado, em que terá que optar entre ficar na empresa ou não. Já, se ela te gera desconforto porque a linha de raciocínio não está válida, é plausível você seguir a recomendação dos outros, pois a gente está todos os dias aprendendo no mundo corporativo e uma nova linha de raciocínio pode ser extremamente positiva na sua vida. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

Luciano Salamacha