Doação
Quem quer começar um projeto de responsabilidade social deve entender que o ato número um, basicamente, é aprender a doar e a doação tem como característica principal não exigir reciprocidade. Então, de repente começa um dilema perigoso na cabeça de muita gente. Eu já escutei pessoas dizendo que já ajudaram demais determinadas pessoas, mas a ingratidão fez parte do seu comportamento. Ora, o que esse profissional que ofereceu ajuda esperava? Que as pessoas viessem de joelhos agradecendo e enaltecendo seu caráter benemérito, que vangloriassem aos quatro ventos que esse profissional que doou é uma pessoa extremamente digna de mérito, de admiração?

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Plenitude
Ou ainda, esperava uma espécie de repetição eterna de gratidão por parte das pessoas que foram beneficiadas com suas ações de responsabilidade social? Entenda meu amigo que o primeiro passo para que você realmente empreenda de maneira correta um projeto de responsabilidade social é entender o conceito de doação. Doar é doar-se na sua plenitude, é dar tudo o que você tem sem entretanto exigir qualquer tipo de reciprocidade. Tome cuidado! É doar tudo o que você pode doar, mas sem exigir nada em troca. Quando as pessoas entendem esse conceito de doação tudo fica mais fácil e os projetos de responsabilidade social passam a ter mais sinergia principalmente com os beneficiados.

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Avaliação
Já vi situações nas organizações também em que pessoas que buscam a gratidão eterna acabam desistindo porque sequer são reconhecidos pelos seus colegas dentro da empresa. Já, quando a pessoa inicia um projeto porque quer doar o seu tempo, o seu dinheiro, os seus recursos, ele não se preocupa como será avaliado e muito menos se preocupa se receberá gratidão ou não e aí tudo fica mais fácil. Por isso antes de iniciar um projeto de responsabilidade social pare e pense quais os motivos que te impulsionam a fazer isso sob a pena de iniciar algo com prazer e terminar com decepção. Para a coluna Visão Empresarial

Luciano Salamacha