Falsidade
Eu já vi várias situações em que uma empresa se orgulha de manter um programa intensivo de responsabilidade social, ou seja, a empresa faz questão de devolver à comunidade tudo que dela retira seja sob a forma de benefício ou de algum tipo de benfeitoria no investimento que faz naquela comunidade. É também comum que a gente perceba em algumas empresas um ato de falsidade extremamente grande. São aquelas empresas que, se de um lado dizem que auxiliam várias comunidades, que adotam creches, que adotam escolas e tudo o mais, de outro maltratam os seus próprios funcionários trabalhando com eles numa condição quase que sub-humana.

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Funcionários
Como exemplo, eu me recordo de uma empresa que conheci, que se vangloriava perante o mercado de fazer um conjunto muito grande de ações em várias áreas da comunidade, porém seus funcionários eram privados de uma série de direitos e o que era pior, nem sempre o mínimo dos direitos trabalhistas eram respeitados. A consequência é que era considerada uma empresa falsa perante o próprio mercado porque esquecia que os seus próprios funcionários faziam o que é chamado de divulgação boca a boca, disseminando naquela comunidade que o que aquela empresa falava era muito, mas muito diferente daquilo que ela fazia.

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Proteção
A empresa dizia que cuidava bem das pessoas da comunidade, mas maltratava os seus próprios funcionários, dizia que se preocupava com o bem estar e a sustentabilidade das famílias carentes, mas tornava carentes vários profissionais de qualidade por uma espécie de achatamento na sua base salarial. O que eu aprendi com isso é que uma função básica das empresas, a responsabilidade social começa pela proteção e pela dedicação da empresa com seus próprios funcionários. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

Luciano Salamacha