Pesadelo
Criar um projeto de responsabilidade social é geralmente um ato de amor. É aquele momento em que alguém, um empresário, um profissional ou mesmo pessoas simples da comunidade que se unem para proporcionar ao próximo algum tipo de alento, algum tipo de apoio. A grande questão é que aquilo que começa baseado num sonho e numa alegria pode se tornar um verdadeiro pesadelo justamente pela falta do que é básico, pela falta de gestão. Esse talvez seja um grande paradigma, um grande padrão a ser quebrado dentro do meio do terceiro setor.

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Empresa
Quando as pessoas que acreditam que apenas esforço, apenas doação, que apenas dedicação basta para tornar uma ONG, uma entidade sem fins lucrativos, viável estão completamente enganados. O terceiro setor nada mais é do que uma empresa que apenas tem como característica fundamental reverter todos os recursos que recebe em sua atividade operacional, ou seja, uma empresa do terceiro setor não necessita ter lucro para distribuir aos sócios, mas de outro lado precisa ser superavitária, ou pelo menos neutra, para não sucumbir e literalmente sumir dentro de algum tempo.

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Necessidade
O problema é que muitas pessoas não entendem que isso é prerrogativa também do terceiro setor e ainda condenam quando alguém tenta de alguma maneira, como dizem, contaminar o ambiente do terceiro setor voltado à vocação e à dedicação para ser um ambiente voltado à sustentabilidade e à geração de receitas. Numa empresa do terceiro setor gerar receita não é uma questão de opção, é uma questão de necessidade porque se de um lado é tão difícil arranjar receita, de outro o auxílio que é prestado consome muito mais rápido todo o orçamento. Por isso, quando o assunto é terceiro setor menos gestão significa menos tempo de existência. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial

Luciano Salamacha